A vereadora Ana Paula Taranto (PP) cobrou, na última sessão ordinária da Câmara Municipal, a aplicação do decreto n. 1.912, que determina o fechamento de acesso irregular de uma estrada de terra. “Indicação o prefeito atender se quer, não é obrigado. Mas lei e decreto ele é obrigado a atender”, começou seu discurso Ana Paula, que reclamou ainda não ter tido nenhuma indicação sua atendida pelo prefeito até o momento.
Ana Paula Taranto fez uso da palavra na última sessão da Câmara. Foto: Divulgação
O decreto determina o fechamento do acesso da estrada municipal RDP-158 que faz divisa com o bairro residencial Luiz Massud Coury. O trecho faz parte da Fazenda São José Viegas, com largura de 14 metros. A via é paralela a rua Francisco Civolani.
No decreto é ressaltado que a área é particular e há rotas alternativas para os veículos que por ali passam. “Além da garantia da saúde dos moradores do local e ausência de interesse público em manter ou criar trecho da rota que se encontra aberta como estrada municipal RDP-158”, considera o prefeito à época, Dr. Júlio Cesar, quem assina o decreto.
A reclamação antiga dos moradores é quanto ao trânsito de caminhões pela estrada de terra, que passam em alta velocidade, levantam poeira e a trepidação resulta em rachaduras nas residências vizinhas.
Casas vizinhas a estrada sofrem com poeira e rachaduras. Foto: Alex Calmon
“Vou enviar esse decreto para o pessoal da área e vou até printar para eles procurarem um advogado ou alguém que queira ajudar eles. Essa turma está sofrendo com esses dias de calor, poeira e caminhões que passam por lá. Isso já virou uma história”, disse a vereadora. “Tem casa rachando, poeira e alergia. O pessoal está com renite alérgica atacada, inclusive crianças”, completou.
O vereador Edison Marconato lembrou que o Ministério Público foi acionado para se manifestar a respeito do caso. “Inclusive o Ministério Público já entrou nesse caso há alguns anos atrás. A usina havia sido penalizada, deveria manter o caminhão para molhar a rua. Teve uma época que os caminhões, irregularmente, queriam passar pela parte asfaltada do bairro quando fecharam a estrada(de terra), acabando com a avenida. Então, tem que chamar o Ministério Público novamente nesse caso para que a usina seja obrigada a cumprir o que foi determinado”, afirmou Marconato.
De acordo com Emerson Vieira, a Prefeitura está em contato com a usina. “Seria viável mudar a rota dos caminhões”, opinou o vereador.
Ana Paula Taranto sugeriu que a Secretaria de Obras entre em contato com responsáveis de usinas para que seja encontrada uma alternativa. “Outro dia eu vim defender que arrumem as estradas de terra, pois irá começar a safra. Hoje eu vim defender para fechar uma estrada, porque a gente tem que pensar na população. Isso foi uma promessa de campanha. Quando íamos lá, as pessoas pediam atitude. Essa rua é um caos, para quem mora ali é difícil.
Essas pessoas não podem pagar por isso. Eles pagam imposto, pagam IPTU e o que estão tendo? Poeira na casa, saúde e casa trincada”, finalizou a vereadora.